segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ena paaaaaaaaahhhhhhhhhhhh

E não é que assim, sem me aperceber, o post anterior foi o nº 100??? 
Palminhas, palminhas! :)


True! ;)

Acabei de ver na RTP a reportagem sobre João Silva, o repórter que perdeu as pernas ao pisar uma mina quando fotografava cenários de guerra.
Um exemplo de coragem. Como tantos exemplos de coragem anónimos que encontramos no dia-a-dia. Nem todos dão em reportagem, mas os que dão são importantes porque nos fazem perceber que os problemas e os obstáculos são aquilo que fazemos com eles ou que fazemos deles. Têm a importância que lhes damos. Estes exemplos são importantes até para nos abrir a cabecinha e fazer olhar à volta e perceber tantos outros exemplos de coragem que encontramos e a que, por vezes, nem ligamos.
A vida é boa. É muito boa. Ainda  noutro dia li (não me recordo onde) qualquer coisa como o segredo da felicidade não estar em dançar quando há sol, mas sim em aprender a dançar à chuva. True. E pronto... apeteceu-me partilhar! :)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fanzinoteca em Coimbra a 04 de Fevereiro

Este fim-de-semana actualizamos a página "Coimbra" com a agenda para Fevereiro mas, antes disso, esta é uma notícia que merece destaque:



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

E ainda mais isto!

Ah! E a Sr.ª explicou-nos também que cortar a "tampa" ao queijo é mito. Diz que o queijo da serra deve ser cortado à fatia e deixar que o recheio escorra. Tirar a tampa, além de ser um desperdício (a casca depois de lavada pode ser comida), altera o sabor. Diz que é entendido na matéria.

Queijo da Serra

Aqui vão então imagens de como é feito, artesanalmente o queijo da serra e o requeijão...

Já provei ontem o queijo que trouxemos e é... DELICIOSO!



1º O leite tem que levar cardo e sal e ser posto ao calor para coalhar. Depois de coalhado vai ser muito bem escorrido. É o que a Sr.º está a fazer na foto.



Depois de escorrido tem que ser colocado em formas para fazer o queijo e ser ainda melhor escorrido.




 Depois de muito bem escorrido tem que ser tapado com um pano e levar uma pedra em cima... E fica a curar cerca de um mês...



E depois, ao fim de um mês, está feito o queijo amanteigado de que tanto gostamos... Se quisermos mais curado é deixar ficar mais tempo.




O requeijão é feito com o soro escorrido do leite usado para o queijo da serra, depois de fervido em água. Quando começa a ferver sai o requeijão, que é posto em forminhas e pode ser consumido quente ou depois de arrefecer.







quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sabores do Fim-de-Semana

Conforme prometido cá ficam as indicações e as fotos do jantar de Domingo.

O restaurante chama-se Recanto da Ribeira. É bastante simples mas tem uma comidinha muito boa e bastante em conta. Comemos cabrito assado no forno e espetada de novilho e ambos estavam deliciosos.
O paté de entrada era mesmo caseiro e muito bom também.
Gostámos mesmo muito!
A simpatia dos donos merece destaque.

O preço rondou os 12,5€/pax com entradas, prato principal e bebidas. Só já não tivemos espaço para a sobremesa... eheheh...




quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Partilha Rápida de Pensamentos

Foram espectaculares estes 3 dias.
A Serra da Estrela é linda. Tivemos a experiência de a subir 2 vezes até à Torre. No 1º dia com neve e -4º e no segundo dia com temperaturas mais razoáveis e sol. Os dois passeios foram lindos.
As pessoas são de uma simpatia deliciosa. Conhecemos um pastor que até a morada me deu para lhe enviar fotos do rebanho (sim, é o rebanho que está fotografado no post anterior).
A comida é brutal. Depois ponho fotos e indico o sítio, mas digo-vos já que comi um cabrito no forno divinal... e a preços muito, muito acessíveis.

Quanto ao sítio onde ficámos alojados. É porreirinho e tal, mas não acho que compense o preço. 65€ em quarto superior. As comodidades tipo tv, etc não são no quarto mas apenas numa sala comum. O pequeno-almoço era fraco e nem sequer vão arrumar o quarto. A casa é muito gira, mas acho que o serviço não justifica minimamente o que se paga.

Fomos a Seia (várias vezes), à Torre, ao Sabugueiro, Vila Franca da Beira (onde ficámos), Oliveira do Hospital e de passagem Gouveia e Covilhã - estas duas últimas só visitámos rapidamente pois o tempo era pouco.

Passeámos a pé pela aldeia e visitámos uma queijaria tradicional onde vimos como se faz artesanalmente o Queijo da Serra e o Requeijão. 

Adorei. Adorámos.

Amanhã ponho mais fotos.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Os Passeios de Hoje

Depois de um domingo de passeio e de uma bela sandes de leitão em jeito de almoço tardio (no 21 ora pois), desta feita andamos por Vila Franca da Beira... Nós e o companheiro de 4 patas que já deu umas boas corridas hoje! :)
Agora vamos até Caldas de Felgueiras investigar o que há para jantar!
Amanhã? Amanhã é dia de subir a Serra da Estrela! ;) Aguardem as fotos!  :)

Para já podem ver o sítio onde estamos instalados no link http://www.casaci.com.pt/ (o nosso quarto é o Natura está claro!) ;)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Crónicas da Serra Leoa, #6

Aqui vai o 6º e último relato.
Muito obrigada ao Miguel Sena por esta partilha e momentos divertidos e, mais uma vez sorry pelo atraso na publicação..


2 Meses e um Punhado de Dias
(para ler ao som de: Harry Belafonte - "Banana Boat (Day O)").

Acabo o trabalho na cidade e todos os dias tenho umas simpáticas 2 horas de trânsito à minha espera até chegar a casa. Chego a casa e percebo que não tenho luz, geralmente quando isto acontece vou correr para a praia. Já corro sozinho, estou um menino crescido.
Chego outra vez a casa e para além de ainda não haver luz, o gerador está avariado, ajudo a arranjar o gerador. Tento entrar no quarto, mas a fechadura resolveu fazer greve. Arranjo a fechadura. Vou tomar banho, não há água. Espero que encham o reservatório. Vou tentar tomar banho outra vez, mas não estou sozinho, baratas por todo o lado. Mato as baratas. Vou jantar e é galinha outra vez. A desculpa é sempre TIA, This is Africa, eu cá farto-me de rir.

Normalmente quando acabo de correr já é noite. Ainda tenho de andar um pouco a pé até chegar a casa e passo pelo comércio que se faz pelas ruas cheias de pó, carros, motas, pessoas e buzinas. Não há luz nas ruas, são usadas lamparinas para iluminar cada “quiosque” o que cria um ambiente absolutamente espantoso que por incrível que pareça me acalma. Nestes quiosques pode-se encontrar de tudo, desde pão até telemóveis de última geração, chineses está claro.

Já vos falei sobre o meu amigo que faz magia por 5000 Le, pondo os meus sapatos como novos. O que eu não vos disse é que ele fala português! Bem, uma espécie de português da Guiné-Bissau. A forma como o descobri foi ainda mais engraçado, quando vi a escova bem preta a aproximar-se das minhas queridas calças beges pensei alto e disse em português: “Espero bem que não me sujes!”. A resposta foi um sorriso. Agora, segundo ele (não consegui perceber o nome), sou seu irmão, traduzindo para um europeu significa que quer uma gorjeta maior da próxima vez. 

Uma história semelhante aconteceu-me no outro dia, enquanto estava a tentar trabalhar no meu fantástico escritório, aka (also knowed as) forno com ventoinhas que não funcionam com pessoas que nunca viram um computador à frente e que vão ao internet café para falar aos berros ao telemóvel e ver televisão; como devem imaginar pode ser bastante incomodativo e desagradável ao ponto de eu, num puro momento de descompressão larguei um bom calão português recheado com um murro na mesa, o mais engraçado foi que o meu parceiro do lado interrompeu a luta que estava a ter com o telemóvel e pediu-me desculpa. Fui tão genuíno que fiquei a pensar se ele também percebia português. É por estas e por outras que é difícil ficar zangado com esta gente, no final acabo sempre por rir.


Para me redimir do pecado no internet café fui convidado para ir à igreja. Já sabia que não iria para uma missa convencional (convencional no sentido de diferente do que estou habituado, religião é sempre um tema complicado tenho de ter cuidado com a escrita), mas por incrível que pareça conseguiu superar as minhas expectativas. Fui a uma missa da igreja Winners, que são qualquer coisa parecida com o Reino de Deus em Portugal. Um massacre… Um palco rodeado de cadeiras com pessoas que ouviam atentamente o pastor gritar ao microfone a agradecer o facto de aquela missa estar a ser transmitida por comunicação satélite, repetindo vezes sem conta GPS até eu não conseguir pensar em mais nada, funciona mesmo! Mãos no ar, música, danças, peças de teatro e envelopes com dinheiro. No final fui abençoado e inscrito na comunidade, sendo abençoado pelo pastor em pleno palco perante o júbilo da plateia, “God save white boy!”. Não me vou esquecer disto.

Não há semana que passe em que eu não utilize o famoso transporte motorizado Okada! Estou sempre a ser aldrabado nos preços das viagens, mas ontem cuspi um “white boy noh stupid-oh!” o meu crioulo deve ter sido de uma perfeição tal que o diabo do asfalto fez-me um preço que eu penso nem os locais conseguem!

Nas ruas de Freetown vê-se muita gente mutilada. Sempre a pedir dinheiro, mas com esquemas organizados, não é fácil resistir ao pedido. Durante a guerra uma das perguntas mais frequentes era: “Left or right?”, nem me consigo imaginar numa situação dessas. A guerra por aqui não foi brincadeira, mas o país quer sair da sombra da guerra. De facto, já acabou há 10 anos, e para ser franco nunca me senti inseguro. O potencial existe, o país é lindo, as pessoas é que precisam de mudar um pouco.

by Miguel Sena

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Hoje portei-me bem...

Almocei bifinho de perú grelhado e resisti à batata frita e à sobremesa.

E corri (vá andei... pronto.. mexi o rabo...) 4 Km... :):):)

E agora uma sopinha e uma tostinha com queijo fresco magro... 

Se os sacanas dos kilos não saem a bem, saem a mal...

Tenho dito.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Crónicas da Serra Leoa, #5


Ora cá segue a penúltima crónica da Serra Leoa... Com um atraso considerável... Sena, as minhas desculpas por isso mas não tem sido fácil manter o tasco actualizado! Sorry... ainda esta semana publico a 6ª e última crónica (o autor regressou a Portugal no Natal).

Divirtam-se!


Mamah Salone (Serra Leoa)
(para ler ao som de: The Strange Boys – Be Brave).

Por aqui a polícia não é corrupta… Digo isto porque a última vez que tive de fazer a minha contribuição, a pessoa fardada ficou-se pela oferenda de uma banana! Existem check-points nas passagens chave da cidade, eu e o Ibrahim (motorista) fazemos como os pinguins do filme Madagáscar, just smile and wave boys!

Freetown fica no extremo de uma península ladeada por rios e Atlântico. No passado fim-de-semana fiz uma espécie de volta à península e fiquei a saber que moro na parte mais feia! Bem, pelos menos agora, pois existem relatos paradisíacos do pré-guerra quando Freetown era dos Crioulos. Se quiserem passar férias na Serra Leoa fujam de Freetown e fiquem hospedados no Eden Park, espécie de pequeno resort com bons bifes.


Por incrível que pareça na minha volta à península passei por uma aldeia chamada York. Mas que raio tem York para ter sido incrível? Um marco português dos descobrimentos e espantem-se, casas com mais de 500 anos construídas por algo parecido connosco, mas com sobrancelhas queimadas do sol e sal sofrendo de escorbuto que assediavam as nativas! O assédio deve ter sido de tal ordem que hoje todas se querem vingar em mim e sempre que vou a estas aldeias é ÓPorto give my Money ou ÓPorto me like you!

O Crioulo falado por aqui, à semelhança de Cabo Verde, é um chamado broken english. Já consigo perceber algumas frases e cuspir outras tantas, fazendo rir até as minhas colegas de trabalho, as galinhas! O trato do dia-a-dia com a malta é fácil e fluído, o mesmo não posso dizer quando se trata de negócios onde tudo gira à volta de interesses. 


Eventualmente tinha de cortar o cabelo. Tentei adiar ao máximo esta tarefa chegando ao ponto de me apelidarem de Einstein, por motivos estéticos, está claro. Os Libaneses controlam a maior parte de mercado de retalho e afins em Freetow, pensei, bem eles até têm uma superfície capilar parecida com a minha, o risco deve ser diminuto. Mal cheguei, “és português?!” Cristiano Ronaldo e tal… Asneira… saí de lá com um corte à futebolista tipo Raul Meireles quando está bem disposto… Sempre que chega à altura de pagar lembro-me do meu primo André e de como ele se gaba por pagar qualquer coisa como 5€ por cortar o cabelo; mais uma vez não consegui rivalizar com a tabela de preços da Covilhã e fui assaltado.

Está sempre calor e eu estou sempre a transpirar. Não sou o único, por mais habituados que os nativos estejam eles também suam e andam sempre munidos com um paninho que serve para limpar a calvície provocada, pescoço e cara. Estes panos são vendidos na rua, como tudo e mais alguma coisa que se possa imaginar, pergunto-me é se os lavam… 

Os almoços podem ser bem divertidos, normalmente alimento-me no restaurante africano Café de La Rose e peço sempre comida sem picante, o que nunca acontece. Eu fico vermelho, os meus parceiros de almoço não têm estes poderes camaleonescos e não mudam de pigmento, mas suam que se fartam. Nestes almoços até a bebida tem picante, a chamada ginger drink, haja paciência…

by Miguel Sena

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Yuuupppppppppiiiiiiiiiiiiieeeeeeeeee!!!!!!!!

Sim, eu sei que tenho uns posts em atraso... mas fica para depois... agora tenho mesmo é que partilhar isto com vocês!

Miss Pepita vai tirar uns dias de férias em Fevereiro e teve então a difícil tarefa de pensar o que fazer nesses dias...

Duas opções estavam em cima da mesa:

- S. Tomé e Príncipe, com direito a visita turística e muito relax no Ilhéu das Rolas com a avó
- Guiné-Bissau... com direito a visitar mamãe.

Pois que não era fácil.. eram muitos dias e também tenho coisas para tratar por cá. S. Tomé é tão, mas tão lindo que gostava mesmo de lá ir com o Pepito... apetecia-me ir uns dias de férias comigo mesma (adoro e não o faço há muito tempo), mas por outro lado não queria ir tanto tempo... o ideal era uns dias só eu e a minha pessoa e depois o Pepito juntava-se a nós.. isso sim era ouro sobre azul! ;)

Tanta conversa e perguntam vocês: "onde vais então Pepita?"

Nem para S. Tomé nem para a Guiné... (olha, rimei e tudo!).

Vou a LONDRES!!!!!!!!! :)

Pois que pensei e decidi.. assim junto tudo o que quero. Tiro 2 dias por cá para me organizar como preciso e depois parto descansadinha para Londres numa 4ª feira sendo que o Pepito vai lá ter na 6ª à noite para passarmos o fim-de-semana... 2ª feira regressamos os dois juntos! Pareceu-me uma ideia maravilhosa, não acham?

Adoro Londres. Desde que lá fui pela 1ª vez em 2005 tento voltar todos os anos e apenas falhei em 2009. Nunca me canso daquela cidade e descubro sempre coisas novas para fazer e visitar. Adoro andar sem horas marcadas e perder-me pelas ruas da cidade, ler um livro e adormecer em Hyde Park, descobrir os vários mercadinhos de rua e  "correr" atrás das promoções do last minute para jantares e teatro ou musicais..  apanhar um comboio e ir passar um dia a uma cidade mais pequena e ver os contrastes com Londres, apesar de tão perto! Adoro! Tenho sempre tanto para descobrir, tanto para fazer.

É sempre a viagem que "planeio" (porque a bem dizer não planeio, apenas pesquiso o que há por lá de novo e tiro ideias) com mais entusiasmo. 

E assim está decidido! Em Fevereiro a Pepita vai a Londres 6 dias! E com mesa marcada no The Savoy Grill, do Chef Gordon Ramsay! Vá.. não fiquem invejosos que depois eu conto!

S. Tomé e a Guiné terão que esperar... mas espero ir em breve!!! Por agora vou a Londres e vou muito feliz! É mesmo o género de viagem que me anda a apetecer fazer! E já ando a ver as novidades! :)

Pessoas que me lêem e que habitam por aí ou que também adoram Londres, o que me sugerem? Quero descobrir aquelas coisas menos turísticas, aqueles cantinhos especiais! ;)


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Xica Pitanga

Experimentámos na semana passada e gostámos. Muito!
Não tirei fotos, mas posso dizer que tem um ambiente muito agradável e a comida muito boa. Provámos Bóbó de Camarão e Rabada de Boi... Ambos deliciosos! Um sítio que recomendo e onde pretendo voltar, sem dúvida.

Em Coimbra, na Estrada da Beira, nº292.